sábado, 1 de agosto de 2009

1º Simulado de combate à gripe aviária


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Terminou nesta quinta-feira (30), em Sabáudi

a, no Norte do Paraná, o I Simulado Nacional em Emergência Sanitária Avícola, que durante oito dias mobilizou cerca de 180 veterinários, técnicos, soldados do Ministério da Defesa, Polícia Militar e Defesa Civil, numa megaoperação que teve como principal objetivo o treinamento de pessoas para um eventual surto de gripe aviária. A ação, que aconteceu simultaneamente nas regiões de Apucarana, Londrina e Maringá, foi promovida pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná e pelos ministérios da Defesa e da Agricultura, sendo coordenada pela Organização Panamericana de Aftosa. A gripe aviária é uma doença infecciosa aguda transmitida por um dos subtipos mais agressivos do vírus influenza, o H5N1, e já causou a morte de 83 pessoas de um total de 152 infectadas. No entanto, sua incidência maior ter sido na Ásia. O chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Seab, Marco Antonio Teixeira Pinto, que esteve à frente do simulado em Sabáudia, disse que o Brasil está atento para evitar a entrada do vírus no país. “No Brasil, a principal medida preventiva que vem sendo adotada é seguir o fluxo migratório das aves. No Paraná, felizmente, não temos este fluxo, mas existe na região do Pantanal e precisamos estar atentos. O que temos feito também é nos preparar para enfrentar a doença, que cedo ou tarde pode chegar aqui”, afirmou. Segundo ele, a avaliação do simulado é a melhor possível, porque demonstrou que o Paraná está pronto para enfrentar um eventual surto da doença. “O simulado foi feito como se houvesse aqui um foco da influenza aviária e, a partir disso, montou-se todo um trabalho de atuação para evitar o avanço da doença e ao mesmo tempo eliminar os seus focos. Foi usado um aparato para debelar o mais rápido possível os focos, além do estudo epidemiológico que é necessário nesses momentos, para saber até onde o vírus chegou”. Ele conta que de um eventual foco da doença chegou-se a outros sete focos imaginários, devido ao envolvimento natural existente entre as propriedades. “Assim que a doença é detectada é feito inicialmente um cerco de três quilômetros ao redor do foco, onde são tomadas várias medidas, inclusive de sacrifício de animais e o acompanhamento das pessoas por se tratar de uma zoonose pela Secretaria de Saúde, para que sejam observadas e medicadas. A partir deste ponto há bloqueio total da área e, num raio de dez quilômetros, visita a todas as propriedades para coleta de material, para ver se este foco se estendeu ou não”. O chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal conta que a região de Sabáudia foi escolhida para o simulado porque possui um número elevado de granjas (cerca de 200). “Esta é uma região que possui certa representatividade na avicultura paranaense e por estar próxima ao aeroporto de Arapongas, facilitando a vinda de técnicos ligados ao governo federal. Mas o importante é que estamos aqui testando um plano de contingência e, pelos resultados alcançados, é que este plano funcionou a contento. Existem ajustes a serem feitos. Temos que melhorar nossa infraestrutura, principalmente de pessoal, e a nossa logística. No entanto, garanto que o desempenho técnico foi muito bom, atendeu as expectativas dentro daquilo que foi programado e, pelos resultados, teríamos plenas condições de enfrentar um episódio como este”.

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